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120 milhões de km2 de reservas marinhas
Reunião do Grupo Mar no Brasil. Da esquerda
para a direita: Tatiana Neves, do Projeto Albatroz; o parceiro
da AVINA, Manuel Sanches da IBG; o parceiro da AVINA, José Martins
do Centro Golfinho Rotador/ICMBIO; Clayton Ferreira Lino da
Reserva da Biosfera da Mata Atlântica-RBMA; Flávio Lima Silva
do Projeto Peixe Boi; o parceiro da AVINA, Antônio Poletti da
Agência Costeira; a parceira da AVINA, Heloisa Dias da RBMA,
e Lídia Parente, da Fundação SOS Mata Atlântica. A
participação dos líderes da sociedade
civil em programas internacionais é fundamental para
o fortalecimento das propostas sócio-ambientais. Um
exemplo desta ação integrada é o programa
O Homem
e a Bioesfera (MAB por sua sigla em inglês), lançado
pela UNESCO em 1971 e adotado por aproximadamente 100 países.
O MAB promove uma melhor compreensão do meio ambiente
e um maior compromisso da comunidade científica global
na elaboração de políticas a favor de
uma gestão racional da biodiversidade. O projeto seleciona
áreas geográficas conhecidas como “Reservas
da Biosfera”, cuja demarcação é
essencial para a conservação de sua biodiversidade
e, portanto, para o fomento de um desenvolvimento sustentável.
A demarcação serve de forte sinal e influência
para as ações da indústria e do governo.
No Brasil, 12 sócios da AVINA participam ativamente
no MAB, assim como no Grupo Mar, principal responsável
por pautar o tema marinho no Programa. O Grupo, formado em
2007 e impulsionado pela AVINA, conseguiu em 2008 que o governo
brasileiro aprovasse sua proposta para o reconhecimento e
gestão das áreas costeiras e marinhas da Mata
Atlântica do Brasil como Reserva da Bioesfera. Isto
significa que a Reserva da Bioesfera da Mata Atlântica,
que antes era de 444.332.000 km2, passou a ser de 784.654.000
km2, e que a área marinha dentro da Reserva, que antes
era de apenas 20.704.000 km2, hoje é de 161.467.000
km2, o que representa mais de 20% da área total da
Reserva.
Como conseqüência, criou-se uma comissão
para a gestão desta nova zona marinho-costeira da reserva,
onde os sócios da AVINA representam a maioria dos participantes
procedentes do terceiro setor. A UNESCO gostou tanto dos critérios
adotados pelo comitê brasileiro para a demarcação
das reservas marinho-costeiras, que solicitou sua utilização
para a criação de reservas similares.
A sócia da AVINA Heloisa Dias, coordenadora técnica
do processo de revisão da proposta assinala: “A
participação dos sócios da AVINA e o
apoio financeiro da AVINA para as diversas etapas de revisão
desta proposta foram imprescindíveis para viabilizar
o reforço da conservação das áreas
estratégicas da costa brasileira através de
seu reconhecimento internacional como Reserva da Bioesfera”.
Além de apoiar os encontros e reuniões do Grupo
Mar, a AVINA também colaborou na digitalização
da base cartográfica, a qual serviu de apoio para o
aprofundamento das discussões dentro dos conselhos
do Programa MAB.
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